O vento sopra delicada e
perfeitamente. Sinto-me de volta as redondezas. Parece-me que nunca sai daqui,
quando na verdade fui e voltei, muitas vezes. Inúmeras vezes.
Estou de volta ao passado. Estou
de volta. Estamos juntos nessa. Sinto-me segura ao lado de cada um de vocês. Sinto-me
em casa. Sinto-me pronta para pular de um abismo. Sinto-me tão confusa.
O “nós” de tão ontem, agora é
um “nós” diferente. Eu realmente me cansei e não vejo por que me importar. Acredito
que, no fundo, não me importe. O nosso “nós” dessa vez não pode dar errado.
Eu sei, gasto aqui minhas
fichas na aposta adolescente de ser para sempre jovem e quem sabe cantar que “hoje
à noite, nós somos jovens e vamos atear fogo no mundo, nós podemos arder mais
que o sol”.
Ah, o sol!, tão extremamente
gigante estrela. Sol aqueça meus pensamentos antes que eu me congele. Antes que
eu me transforme em um cubo de gelo. Sol aqueça-nos. Faça com que minha aposta não
seja em vão. Não quero que seja. Não. Não. Não.
Talvez o final me guarde memórias
tão sentimentais quanto as de Miramar e assim, eu possa transcrever alguma
coisa. Futuro seja bom, porque de confuso... Já basta o presente.
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