"E eu que pensava que algum dia
conseguiria terminar alguma coisa. Muito fraca. Fraquíssima. No fundo, no fundo
jamais consegui ver a chama da certeza dentro de mim. A chama sempre fora algo
secundário. Uma chama raquítica. Alaranjada, vibrante e perigosa, porém fraca.
Fácil de apagar. Um sopro e tudo pode ir por água abaixo. Talvez eu seja
pessimista. Talvez eu seja nova demais para ser pessimista. Talvez. Acredito
fielmente que nada haver tem a idade. Isso é coisa da cabeça. Acredito que
causarei discórdia e bagunça. Pois bem. Bem vindos ao clube!
Não queria começar a detalhar
meus momentos íntimos como já de costume, por isso criei uma miscelânea. Por
favor, elogios à parte e se forem criticas, pode ser diretamente na minha cara
lavada. Pode ser incoerente, contudo prefiro criticas a elogios. Fáceis de
lidar quando já se lida com a falha.
Devo acrescentar que sofro
algum distúrbio de autoestima? Não vejo necessidade. Minhas palavras aqui
colocadas entregam meu jogo de cintura patético. Meu jeito de ser psicótica e
nervosa. Neurótica. Palmas.
Vou parar de ser tão
ridiculamente sofrível. Serei mais enigmática. Sei que entrego o jogo
facilmente. Não que quisesse, apenas porque eu sou assim. Sou mesmo. Ninguém
jamais vai conseguir me mudar. Alguém já viu um idoso mudar hábitos de
cinquenta anos? Não. Se minha alma cinquenta anos tem, ninguém a mudara.
“Grande raciocínio”, digo a
mim mesma. Fraca. Fraquíssima. Irônica. Amargo jeito de enxergar a vida. Dou de
ombros, porque é muito mais pratico. Escrevo, porque gosto de desabafar coisas
mal resolvidas.
Não preciso montar um perfil.
Isso é apenas um epílogo. Decida logo se irá até o final. Sou impaciente. Sou
fraca. Vou calar-me.(...)"
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