domingo, 19 de agosto de 2012


"E eu que pensava que algum dia conseguiria terminar alguma coisa. Muito fraca. Fraquíssima. No fundo, no fundo jamais consegui ver a chama da certeza dentro de mim. A chama sempre fora algo secundário. Uma chama raquítica. Alaranjada, vibrante e perigosa, porém fraca. Fácil de apagar. Um sopro e tudo pode ir por água abaixo. Talvez eu seja pessimista. Talvez eu seja nova demais para ser pessimista. Talvez. Acredito fielmente que nada haver tem a idade. Isso é coisa da cabeça. Acredito que causarei discórdia e bagunça. Pois bem. Bem vindos ao clube!
Não queria começar a detalhar meus momentos íntimos como já de costume, por isso criei uma miscelânea. Por favor, elogios à parte e se forem criticas, pode ser diretamente na minha cara lavada. Pode ser incoerente, contudo prefiro criticas a elogios. Fáceis de lidar quando já se lida com a falha.
Devo acrescentar que sofro algum distúrbio de autoestima? Não vejo necessidade. Minhas palavras aqui colocadas entregam meu jogo de cintura patético. Meu jeito de ser psicótica e nervosa. Neurótica. Palmas.
Vou parar de ser tão ridiculamente sofrível. Serei mais enigmática. Sei que entrego o jogo facilmente. Não que quisesse, apenas porque eu sou assim. Sou mesmo. Ninguém jamais vai conseguir me mudar. Alguém já viu um idoso mudar hábitos de cinquenta anos? Não. Se minha alma cinquenta anos tem, ninguém a mudara.
“Grande raciocínio”, digo a mim mesma. Fraca. Fraquíssima. Irônica. Amargo jeito de enxergar a vida. Dou de ombros, porque é muito mais pratico. Escrevo, porque gosto de desabafar coisas mal resolvidas.
Não preciso montar um perfil. Isso é apenas um epílogo. Decida logo se irá até o final. Sou impaciente. Sou fraca. Vou calar-me.(...)"

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