Alguns degraus estão a minha frente. Alguns eu tentei subi, outros consegui, alguns também escorreguei. E até aí, nada que possa surpreender quem quer que seja. Ando tão sem sal, sem gosto, sem ter o que contar. Ando aqui, remoendo sozinha, refletindo e curtindo a ferida mal cicatrizada.
Recostada. Vegetando. Pensamentos que flutuam mas que não me tiram do chão. Queria poder voar. Soa pateticamente clichê, nada mais que minha verdade absoluta. Eu queria tirar meus pés do chão. Dizer alô ao céu, ver o mundo diminuir.
Longe. Longe. Tão longe.
Não teria mapa. Não teria preocupação. Adeus problemas, adeus equações! Céu azul, céu estrelado, céu, tanto quero te tocar. Nuvens. Nuvens e mais nuvens. E mesmo se o dia estiver feio, nele quero estar. Longe. Tão longe dessa complicada rotina que me aprisiona.
Chova ou faça sol, grande frase repetida inúmeras vezes.
Contudo, não voo. Contudo, estou aqui a subir. Degrau. Degrau. Quem sabe eu chego ao céu? Nada parece ser impossível. Um dia toco as estrelas, nuvens e afins. Um dia quando, tiver o que contar. Um dia que... Bom, deixem para lá.
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