domingo, 26 de agosto de 2012

Epílogo


Era mais um domingo monótono. Mais um dia vazio da semana. Apesar de que, é muito reconfortante ter um dia “livre” da semana. Um dia que ninguém te obriga a nada, nada te obrigada a alguma coisa, tampouco. Domingo é apenas mais um dia em que lemos reclamações, conversamos sobre o cansaço da semana que se inicia e resolvemos situações triviais, como estender a roupa ou arrumar o guarda-roupa.
Contudo, naquele domingo eu tive a certeza de que o meu mundo, o qual já não girava de forma correta, havia saído por completo do eixo. Não que algo realmente tenha mudado, porque isso não ocorreu de forma alguma, mas porque as palavras foram ditas de forma errada.
O que deveríamos sentir quando uma suposta melhor amiga te acusa de errar friamente, quando na verdade a pessoa que te deixou escapar fora ela? Se é que isso tem algum sentido. De qualquer forma, foi assim que minha semana se iniciou. Bela maneira.
A conversa se iniciou de forma direta e sinceramente, me surpreendi. Não esperava que fosse lembrada. Uns meses se passaram desde que aos poucos dissemos tchau, sem usar palavras de fato. À distância nos preencheu, as escolhas nos mudaram, porém, nunca esquecerei por que tais palavras me mortificaram.
Talvez, eu não devesse lamentar. Meus problemas são meus e apenas. Contudo, quem não adora desabafar? Ou pelo menos, ser ouvido, sentir-se o centro das atenções? Não que sempre o fazemos de propósito. Não é assim que funciona, não com todos. Não comigo. Gosto de ser cuidada. Geralmente, isso é a amizade. Um caminho de duas mãos inglesas, eu te ajudo e a ajuda volta para mim, assim que eu precisar.
                Não custa sonhar. Ou não custa ter paciência. Certas pessoas, muitas delas quem você menos espera estão ali por ti. E infelizmente, aquelas que você sempre pensou que estariam simplesmente somem. Entretanto, não se culpe por não enxergar isso imediatamente. Demora.
                Amizade, do latim amicitate, substantivo feminino, afeição, amor, boas relações, laço cordial entre duas ou mais entidades, dedicação, benevolência; isto é teoricamente amizade, cada um de nós temos uma história da verdadeira visão disso tudo. Em teoria tudo é belo, mas tire do papel o plano e tente ver o resultado real. Pode ser frustrante. Pode não, talvez seja.
Apenas, não me chame de pessimista. Não é bem assim. Vivemos em um mundo colorido demais, repleto de facilidades, repleto de ilusões. Se não deseja cair, lhe aconselho não se deixar tropeçar. A realidade é bem mais interessante do que a imaginação, o cenário perfeito... Contudo, na imaginação não nos machucamos e ali, nos sentimos seguros. Sãs e salvos, mais do que a necessidade de cada ser humano. O desejo profundo e implícito. Ninguém quer se sentir largado. Ninguém quer e ninguém gosta.
“Quem ama, cuida”, alguém disse um dia.

domingo, 19 de agosto de 2012


"E eu que pensava que algum dia conseguiria terminar alguma coisa. Muito fraca. Fraquíssima. No fundo, no fundo jamais consegui ver a chama da certeza dentro de mim. A chama sempre fora algo secundário. Uma chama raquítica. Alaranjada, vibrante e perigosa, porém fraca. Fácil de apagar. Um sopro e tudo pode ir por água abaixo. Talvez eu seja pessimista. Talvez eu seja nova demais para ser pessimista. Talvez. Acredito fielmente que nada haver tem a idade. Isso é coisa da cabeça. Acredito que causarei discórdia e bagunça. Pois bem. Bem vindos ao clube!
Não queria começar a detalhar meus momentos íntimos como já de costume, por isso criei uma miscelânea. Por favor, elogios à parte e se forem criticas, pode ser diretamente na minha cara lavada. Pode ser incoerente, contudo prefiro criticas a elogios. Fáceis de lidar quando já se lida com a falha.
Devo acrescentar que sofro algum distúrbio de autoestima? Não vejo necessidade. Minhas palavras aqui colocadas entregam meu jogo de cintura patético. Meu jeito de ser psicótica e nervosa. Neurótica. Palmas.
Vou parar de ser tão ridiculamente sofrível. Serei mais enigmática. Sei que entrego o jogo facilmente. Não que quisesse, apenas porque eu sou assim. Sou mesmo. Ninguém jamais vai conseguir me mudar. Alguém já viu um idoso mudar hábitos de cinquenta anos? Não. Se minha alma cinquenta anos tem, ninguém a mudara.
“Grande raciocínio”, digo a mim mesma. Fraca. Fraquíssima. Irônica. Amargo jeito de enxergar a vida. Dou de ombros, porque é muito mais pratico. Escrevo, porque gosto de desabafar coisas mal resolvidas.
Não preciso montar um perfil. Isso é apenas um epílogo. Decida logo se irá até o final. Sou impaciente. Sou fraca. Vou calar-me.(...)"
Suor pinga nas minhas mãos
Estas secas e fracas
Tremo

Tremo
Este tão meu jeito
Limpo o suor da testa

Estou na corda bamba
Equilíbrio falta-me
Não caio

Não caio
Por muito pouco
A corda bamba me segura

Estou totalmente nauseada
Estou mesmo
Sou

Sou
Um erro
Um erro nauseante

sábado, 11 de agosto de 2012

Amor meu

Queria escolher as palavras corretas
Queria  fazê-las eternas
Sonhei  com o dia em que te diria: adeus.

Tanto acreditava cegamente.
Tanto fui inconsequente
Apesar de tudo,
Nunca pensei nos erros seus.

Quisera eu ter usado óculos
Pudera eu ser agora livre.
Nada me custa
Recuperei a liberdade que tive

Amor não planejado
Nada governado.
Escrevendo em linhas tortas.
Nocauteada, isso te choca?

Feridas e cicatrizes.
O básico de varizes, rugas,
E cabelos brancos.
Grande amor franco...

06/08/12


Final de ano


O vento sopra delicada e perfeitamente. Sinto-me de volta as redondezas. Parece-me que nunca sai daqui, quando na verdade fui e voltei, muitas vezes. Inúmeras vezes.
Estou de volta ao passado. Estou de volta. Estamos juntos nessa. Sinto-me segura ao lado de cada um de vocês. Sinto-me em casa. Sinto-me pronta para pular de um abismo. Sinto-me tão confusa.
O “nós” de tão ontem, agora é um “nós” diferente. Eu realmente me cansei e não vejo por que me importar. Acredito que, no fundo, não me importe. O nosso “nós” dessa vez não pode dar errado.
Eu sei, gasto aqui minhas fichas na aposta adolescente de ser para sempre jovem e quem sabe cantar que “hoje à noite, nós somos jovens e vamos atear fogo no mundo, nós podemos arder mais que o sol”.
Ah, o sol!, tão extremamente gigante estrela. Sol aqueça meus pensamentos antes que eu me congele. Antes que eu me transforme em um cubo de gelo. Sol aqueça-nos. Faça com que minha aposta não seja em vão. Não quero que seja. Não. Não. Não.
Talvez o final me guarde memórias tão sentimentais quanto as de Miramar e assim, eu possa transcrever alguma coisa. Futuro seja bom, porque de confuso... Já basta o presente.

Geração Y

Risos e conversas paralelas
Algumas taças brindam
Umas a felicidade
Outras o fracasso

Somos jovens e curiosos
Somos grandiosos
Estamos no céu e na terra
Estamos sem eira 
Nem beira

Palmas e assobios
Quem sabe a noite será boa?
Ninguém ainda caiu
Ninguém nos aplaudiu

Meu fluxo é desgovernado
Meu ritmo desacelerado
Somos jovens e burros
Somos o novo mundo

Para Laura, com amor


Fiz-te um pequeno texto. Fiz-te um olá! Espero que não se importe, peço que não repare nos possíveis erros. Não sou de fazer isso. (risos)
Parece-me que passou muito rápido o pouco tempo que nos conhecemos. Parece-me que foi ontem mesmo que por alguma razão esbarrei em ti. Engraçado como o mundo gira... Agradeço o giro ao mundo, porque quando se agradece, agradece algo a alguém.
Enfim, queria voltar no tempo. Queria ter aproveitado mais, não ter sido cega e surda. Contudo, erros nos constroem, nos moldam e fazem parte. Relevamos, aceitamos e então concluímos: somos o que somos.
Espero nunca, jamais ter que te acenar adeus, nem em teoria, muito menos em pratica. Quero sempre te acenar um até mais ver!
Desejo-te a maior felicidade! Sucesso na brilhante carreira, que com certeza terás! Saúde para construí-la e vivê-la, muitos anos de vida para desfrutá-la! Desejo te ter sempre ao meu lado! Sempre. Por quê? Porque sim, amiga!
Amiga porque o significado faz jus. Amiga porque a mão de comunicação é inglesa. Amiga porque sim. Amiga porque não há julgamento e sim, aceitação. Amiga, amiga mesmo e sorrio muito, porque isso eu descobri, isso eu achei!
“Feliz aniversário que tudo esteja azul e você é muito gente fina, bacana para xuxu!”, continue sempre a sorrir, continue sendo esforçada, ouvinte, fiel e extremamente capaz de absolutamente tudo!
                Beijos, debut #18-1 #luci #msh #direito #eternas #vogue #diva #ehnoiz #bonde #da #madrugada!

P.S.: por favor, vamos marcar outro cachorrão daqueles, bem hardcore?

Bisous.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Unhas descascadas
Sempre cansada
O jeito de andar
A noite sem luar

Gire o tulê do vestido
Diga ao mundo alô
Brilhe sem ter luz
Brilhe mesmo com dor

Cabelo descuidado
Sentimento reprovado
Detalhes incertos
Amanheceu e não enxergo

Dance no ritmo falso
Acene ao mundo
Estoure seus neurônios
Estoure ao imundo

De
Vas
Sa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A TORNEIRA PINGANDO:

E diga adeus aos convencidos...
Espreite num silêncio desalojado
E desaponte a dama...
Enlouquece junto
Com os desenhos animados,
Enquanto se tem tempo.
E o veleiro ainda não chegou.
Ele precisa demonstrar os seus
Gostos alcaloidais.

O tempo paira
Os comentários vêm e vão
Risadas a soar
O veleiro nunca chegará
Não há por quê, tampouco.
Falas, risadas, alto demais!
Gostos aleatórios.

Vamos brincar de rodar?
Rode em seu eixo próprio
Caia
Levante
Os segundos passam
Já se foi.

E almaços servindo de cama
Junto dos coadores de café...
A cortina rasgada e a vidraça em fé
Tudo num vulto orgânico.


08/08/12


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Escada para o céu

    Alguns degraus estão a minha frente. Alguns eu tentei subi, outros consegui, alguns também escorreguei. E até aí, nada que possa surpreender quem quer que seja. Ando tão sem sal, sem gosto, sem ter o que contar. Ando aqui, remoendo sozinha, refletindo e curtindo a ferida mal cicatrizada.
    Recostada. Vegetando. Pensamentos que flutuam mas que não me tiram do chão. Queria poder voar. Soa pateticamente clichê, nada mais que minha verdade absoluta. Eu queria tirar meus pés do chão. Dizer alô ao céu, ver o mundo diminuir.
    Longe. Longe. Tão longe.
    Não teria mapa. Não teria preocupação. Adeus problemas, adeus equações! Céu azul, céu estrelado, céu, tanto quero te tocar. Nuvens. Nuvens e mais nuvens. E mesmo se o dia estiver feio, nele quero estar. Longe. Tão longe dessa complicada rotina que me aprisiona.
    Chova ou faça sol, grande frase repetida inúmeras vezes.
    Contudo, não voo. Contudo, estou aqui a subir. Degrau. Degrau. Quem sabe eu chego ao céu? Nada parece ser impossível. Um dia toco as estrelas, nuvens e afins. Um dia quando, tiver o que contar. Um dia que... Bom, deixem para lá.

Etapas

Por incrível que pareça, comecei o texto pelo título.
Título, peça intrigante, por muitos importante.
Título.
Pode parecer estranho começar um parágrafo.
Parágrafo, tão fundamental, tão temperamental.
Parágrafo.
Complexo, pois sim, é desenvolver.
Desenvolvimento, cheio de respostas, tão poderoso quanto o mar batendo na costa.
Desenvolvimento.
Queria mesmo é saber concluir.
Conclusão, assim assado, fim finado.
Conclusão.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ela


Ela seguia seus sonhos, de uma forma ou outra. Apesar do seu jeito descabelado, desdenhado, tinha lealdade.
Os ângulos eram anormais. Seu transferidor tinha vida própria. Ela enxergava como queria. Inventava, se necessário. Havia muita vida em batalha dentro de si. Ela carregava em seus ombros estreitos, sentimentos divergentes. Ignorava-os. Sempre quando possível.
Algumas palavras não me ajudarão a contar esta historia. Infelizmente, ela tem um “quê” desgovernado. Posso ser pontual, porem não seria verídica.
Este personagem, ainda chamado Ela gostava de sentir frio. Usava dia e noite uma capa de chuva, chamava-a de armadura. A gota não a feriria, contudo ela esperava o pior de tudo e todos.
Levava consigo uma caderneta e um lápis sem ponta. Provavelmente, nunca o apontara. Caso escrevesse, pediria a alguém emprestado. Se fosse questionada sobre seu lápis despontado, diria automaticamente:
- Inútil despontado. Eternamente não utilizado.
Era comum deixar a todos perplexos. Na verdade, era até cômico. Suas atitudes peculiares eram quase programadas, entretanto eu não ousaria chamá-la de falsa.
Seus cabelos longos, descuidados e cor de burro quando foge. Seus olhos verde musgo. Sua essência de baunilha. Talvez, certo cheiro de cigarro. Cruel vida de fumante passivo.
Ela tinha tanto a ser descoberto. Não frequentava nada. Escola ou qualquer coisa que a levasse a ter rotina. Vagava. Vagava com a capa de chuva e caderneta. Lápis sem ponta e passo dançante.
Queria saber aonde ela chegaria. Entretanto, perdi as contas de tanto que tentei decifrá-la. Queria perguntá-la. Queria abordá-la. Grande interrogação. Grande confusão.
Ela seguia seus sonhos. De forma irregular, ingênua e perspicaz. Ela apenas seguia seu caminho, entre estradas sem fim.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rosa


                À medida que o tempo passou, eu tentei me adaptar. Não saí correndo desesperada. Não precisei de colo. Enrijeci. Criei uma forte armadura. Deixei de lado picuinhas e admito ter adotado outras. Livrei-me do ciúme, livrei-me da alma penada que carregava.
                Pode parecer muito drama da minha parte. Posso ser humana, não? Temo, às vezes em ser eu mesma. Temo. Joelhos fracos. Cabeça fraca. Temo. Contudo, não deixo isso me abater. Muito pelo contrário. Danem-se rótulos, cenários perfeitos e roteiros prontos. A caneta já está na minha mão. Escrevo eu mesma meu roteiro ideal. Serei feliz ou não, qual a diferença? Nenhum corretivo disponível para apagar ou corrigir. Se o leite derramou, voilà! Não há do que chorar.
                Infelizmente, nesta narrativa sem coerência, jogo-te verdades feias, contudo prefira-as. Quem sabe, possa pintá-las um dia? Faça-as bela, como um dia a rosa fora. Como um dia você fora.
                Tão bela e tão vazia. Um grande jarro de vidro. Um jarro rachado. Coração despedaçado. Acolhi tão maternalmente. Quisera eu ser indiferente. Bati palmas. Reguei. Conversei. Ouvi. Principalmente ouvi.
                Rosa mal acostumada. Entretanto, eu nada via. Era cega de visão nublada. Nada queria ver. Estava deslumbrada. Quisera eu dar de ombros.
                Ô Rosa mal amada, que culpa eu tenho se perdeste o rumo? Que culpa eu tenho se preferi me afastar? Rosa, Rosa. Você colhe o que planta, nos dizem.
                Como queria ajudar-te a ser uma roseira. Não ligaria para os espinhos, estes indecifráveis vértices. Nunca os enxerguei, naturalmente.
                Rosa, eu sinto muito. Não posso suportar. Comprei-me lentes novas, na verdade meio gastas. Enxergo de verdade. Cores nítidas de arder os olhos.
                Seu encanto machuca. Sinto muito novamente. Agora eu enxergo. Mal e mal, até que bem. Deixo-te claro no escuro: cansei. Difícil de suportar jarro vazio quebrado. Duro deixar uma rosa mal agradecida te furar os dedos. Houve sangue e dor.
                Não me chame de palavras sujas, este vocabulário te pertence. Entretanto, sua cor empalideceu. Seu mundo e eu não pertencemos. Rosa, o que é para ti amizade? Se não um caminho de dois lados? Uma rua de mão inglesa? Rosa, tu sabes compreender?
                Não fui paga para cuidar de ti e apenas. Quisera eu ter pedido salário. Quantas sessões sem hora marcada? Grande patética eu fui.
                Trocaste bens preciosos por temporários. Trocaste vida por morte. Ó Rosa desqualificada! Mudaste tua alma. Mudaste teu dicionário.
                Digo-te sincera, vá-te. Mas, vá-te...
                Rosa, meu adeus fora dado. Meu tempo agora é curto. Suas escolhas foram feitas. Não venha reclamar de mim. Perdeste teu rumo. Perdeste tua alma. A tudo assisti. Rosa, Rosa despedaçada, leve consigo seus estragos. Preciso cuidar do meu canteiro de ouro. Tenho o que preservar.
                Um dia quem sabe, voltes. Um dia de verão, quem sabe, tu desças do patamar que te encontras. Não eis melhor que ninguém, pelo contrário Rosa. Porém, eu preferiria ter alguém. Se teu nariz alcança o céu, te digo basta.
                Não me culpe, por ter te abandonado. Escolhi a mim, invés de a ti. 


               

                

Substância entre paredes?


Parece que foi a três dias que recebi teu depoimento da viagem. Parece que foi anteontem que comecei a contar os dias em um calendário qualquer e digo mais, tive a capacidade de usar um do ano anterior. Não entenda errado, queria saber quanto tempo tinha com sua presença. Parece que foi ontem, ontem mesmo que te conheci.
Sim, eu sei. Já te escrevi. Sim, mas se prometo, cumpro. Prometi a mim mesma, um segundo adeus. Parece meio sem sal, contudo meu coração martela fortemente. Serei mais do que um chavão pendurado, serei levemente aleatória. Importas-te?
Gostaria de pedir-te paciência. Gostaria de pedir-te que levasse sua alma leve. Esqueça-se de certos, lembre-se dos certos. Leve consigo sabor, calor e essência. Leve-te. Faça com que a experiência flua como a brisa da praia gelada. Deixe ser levada.
Escreva. Relate. Descubra. Seja. Viva. Amadureça e quem sabe, te decida: “Não sei se sou mulher feita, ou menina, menina que tem forças para o povilho quebrar”.
Deixo-te claro no escuro que acompanharei os passos. Sentirei falta dos abraços. Do som e das conversas. Relevo, o tempo voa. “Tempo para nada, nada para o tempo. Este que corre contra a velocidade de meu cavalo”. Sendo assim, concluímos: vejo-te logo em breve.
Saudades, Maria Exita. Saudades, Duda. Saudades, Stefanie.