Nesses momentos, entre a aula de química orgânica e
matemática, encontro-me aqui refletindo. Refletindo sobre tudo. Solucionando
absolutamente nada. Minha mente está em blackout possuído e hipnotizante. Minha
mente está ancorada, fortemente resistindo.
Se
iremos analisar meu comportamento, recomendo um divã, recomendo um psicólogo.
Se nós vamos discutir se erro, que chame o juiz, vamos lá...
Nesses
momentos, os quais são nublados e cinzentos, apesar do belo dia que lá fora se
inicia. Gasto meu grafite escrevendo e tentando fracamente dispersar quaisquer
pensamentos incomuns.
Deveria
já me apresentar? Acredito que até as últimas páginas, me odiará. A insegurança
nos domina. Domina-me. Possui-me.
Leia
meus pensamentos, os quais escondidos estão entrelinhas, de alguma forma. Boa
sorte. Paciência. Não posso facilitar para você, preciso manter a armadura. Eu
já fui um livro aberto, cheio de rasuras e observações, grifado nas partes
importantes. Porém, cansei. Criei em volta de mim proteção. Difícil se manter
intacta, quando todos a sua volta podem te ferir, mesmo sem querer.
Estou
aqui a polir minha armadura de ferro, minha nova e bela amiga. Estou aqui
prestes a tagarelar.
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