Sim, a noite é fria, silenciosa e um pouco cruel. Apesar de silenciosa, simultaneamente eu posso escutar a televisão e carros na rua ao fundo. O silêncio engloba mais do que apenas o silêncio.
A casa está uma bagunça. A noite fora agradável. A noite fora memorável. Ah, noite!
Estou recostada no sofá da sala. A casa dorme pesadamente, enquanto eu gasto meus últimos momentos de lucidez. Antes que meu cansaço vença minha resistência. Meus olhos já fecham sozinhos e independentes. Perdi.
Reflito sobre a grande e variada salada de pensamentos, os quais estão bem misturados. Minha mente viaja. Abstrai. Chego a conclusão alguma. Chego a lugar nenhum.
Já são altas horas da madrugada. Que horas são? Quebro a ponta do meu lápis. Quebro meu raciocínio. Ainda persisto em alguns rabiscos que jamais saberei decifrar. Nada sai. Nada. Estou vazia.
Ah, noite! Ah... Boa noite.
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