Há palavras em todo o canto que se olha. Direita. Esquerda. Cima. Embaixo. Há palavras ao redor. Palavras que gritam, choram, gargalham, suplicam, cantam, sorriem, cuidam... Palavras. Palavras minhas e suas, deles e delas. Nossas.
Palavras que sozinhas não são nada, mas combinadas se tornam muito. Outras que são perfeitas sozinhas, criando sua própria sinfonia. Aleatórias. Palavras.
O mundo sem sua participação seria tão monótono. Seria tão cinzento. Palavras colorem a cada dia, formam longos romances, histórias e crônicas. Narrativas de suspense, dissertações argumentativas. Palavras são perfeitas. Palavras e palavras.
sábado, 30 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Sábados
Sim, a noite é fria, silenciosa e um pouco cruel. Apesar de silenciosa, simultaneamente eu posso escutar a televisão e carros na rua ao fundo. O silêncio engloba mais do que apenas o silêncio.
A casa está uma bagunça. A noite fora agradável. A noite fora memorável. Ah, noite!
Estou recostada no sofá da sala. A casa dorme pesadamente, enquanto eu gasto meus últimos momentos de lucidez. Antes que meu cansaço vença minha resistência. Meus olhos já fecham sozinhos e independentes. Perdi.
Reflito sobre a grande e variada salada de pensamentos, os quais estão bem misturados. Minha mente viaja. Abstrai. Chego a conclusão alguma. Chego a lugar nenhum.
Já são altas horas da madrugada. Que horas são? Quebro a ponta do meu lápis. Quebro meu raciocínio. Ainda persisto em alguns rabiscos que jamais saberei decifrar. Nada sai. Nada. Estou vazia.
Ah, noite! Ah... Boa noite.
A casa está uma bagunça. A noite fora agradável. A noite fora memorável. Ah, noite!
Estou recostada no sofá da sala. A casa dorme pesadamente, enquanto eu gasto meus últimos momentos de lucidez. Antes que meu cansaço vença minha resistência. Meus olhos já fecham sozinhos e independentes. Perdi.
Reflito sobre a grande e variada salada de pensamentos, os quais estão bem misturados. Minha mente viaja. Abstrai. Chego a conclusão alguma. Chego a lugar nenhum.
Já são altas horas da madrugada. Que horas são? Quebro a ponta do meu lápis. Quebro meu raciocínio. Ainda persisto em alguns rabiscos que jamais saberei decifrar. Nada sai. Nada. Estou vazia.
Ah, noite! Ah... Boa noite.
Grace
Bem vindos à patética vida de Grace. Não Grace Kelly ou Greiciellen (nada de faxineira, por favor... Mas também nada contra, sejamos abertos ao mundo de nomes e derivações), apenas Grace. Pergunto-me se o nome é para ser associado com a palavra "graça"... Reflitemos.
Até parece que meu nome peculiar e imprevisível falaria mais de mim, do que eu mesma. Apesar de ser original em certos pontos, sou nada mais nada menos que um iogurte a temperatura ambiente, como Margaret Walsh, no romance "Los Angeles". Marian Keyes - a escritora - foi perfeita na descrição da personagem. Enfim.
Sou batalhadora mas, nem tanto. Educada, porém teste minha paciência para ver... Decente e que leva uma vida transparente e agradável. Ao que se pode ver, eu pareço ter trinta e poucos anos, experiente e cheia de jogo de cintura, entretanto eu não tenho não.
Na verdade, acredito fielmente que minha alma fora envelhecida assim que nasci. Muito cômico. (...)
Até parece que meu nome peculiar e imprevisível falaria mais de mim, do que eu mesma. Apesar de ser original em certos pontos, sou nada mais nada menos que um iogurte a temperatura ambiente, como Margaret Walsh, no romance "Los Angeles". Marian Keyes - a escritora - foi perfeita na descrição da personagem. Enfim.
Sou batalhadora mas, nem tanto. Educada, porém teste minha paciência para ver... Decente e que leva uma vida transparente e agradável. Ao que se pode ver, eu pareço ter trinta e poucos anos, experiente e cheia de jogo de cintura, entretanto eu não tenho não.
Na verdade, acredito fielmente que minha alma fora envelhecida assim que nasci. Muito cômico. (...)
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Montanha russa
Bem, lá vamos nós de novo. E mais uma vez... Para baixo e para cima, de cabeça para baixo, 360 graus e afins. Lá vamos, lá vamos.. Já fomos e estamos.
Sentimentos oblíquos. Sentimentos apenas. Sentimentos são muito complexos e estão sempre preparados para nos surpreender, infelizmente nós nunca estamos prontos para eles. Não dá.
Sentimentos, vão arranjar alguém para incomodar?
Não é o suficiente usar o cinto de segurança. Bom, na verdade, é. Ou talvez...
Veja meu problema de me expressar.
(?)
Sentimentos oblíquos. Sentimentos apenas. Sentimentos são muito complexos e estão sempre preparados para nos surpreender, infelizmente nós nunca estamos prontos para eles. Não dá.
Sentimentos, vão arranjar alguém para incomodar?
Não é o suficiente usar o cinto de segurança. Bom, na verdade, é. Ou talvez...
Veja meu problema de me expressar.
(?)
“Como em um piscar de olhos,
tudo está de cabeça para baixo. Desesperadamente perdida e sem liberdade.
As palavras parecem estar presas na minha garganta. A minha
coragem é fraca e paranóica. Quem entenderia?
Minha esperança está se despedaçando, minha vida é apenas
uma mera coadjuvante e eu já nem sei por que continuo aqui.
Ou está tudo parado ou está tudo borrado, mas eu continuo de
mãos atadas”
terça-feira, 19 de junho de 2012
Século 21
Tempo. Temp. Tem. Te. T.
Correria. Corre. Corr. Cor. Co. C.
Tudo se passa em um piscar de olhos.
Frações
de segundos.
Deu.
Já passou. Já é o amanhã.
Século da globalização. Do tique-taque.
Século da globalização. Do tique-taque.
Do
cronômetro. O alarme irá tocar.
A
bomba vai estourar.
Bang! Bumb! CABUM!
Maldito século vinte e um... Maldito!
Bang! Bumb! CABUM!
Maldito século vinte e um... Maldito!
Tempo. Temp. Tem. Te. T.
domingo, 10 de junho de 2012
Monólogos
E então?
Como vão?
Estou mais uma vez a digitar freneticamente. Digitando. Digito sem saber onde vou chegar. Não faz diferença. Só saberemos quando chegarmos. E se chegarmos...
Gasto meu tempo, o qual escorre pelas minhas mãos. Minhas mãos estão frias, ansiosas. Não vejo novidade, nunca mais. Gasto meu tempo. Tempo meu. Tenho um tempo?
Não, não. Não há tempo. Se houvesse, se fosse meu.. Ah, mas que sonho! Mas que paraíso... Tempo, onde se encontra?
Enquanto gasto "meu" tempo procurando meu tempo, se é que existe sentido em minhas palavras oblíquas, fique. Fique. Me espere.
Pare o tempo. Pare.
Estou confusa. Sou confusa. Não há sentido, nem tempo e nada mais. Fim. Há, há sempre um fim.
Como vão?
Estou mais uma vez a digitar freneticamente. Digitando. Digito sem saber onde vou chegar. Não faz diferença. Só saberemos quando chegarmos. E se chegarmos...
Gasto meu tempo, o qual escorre pelas minhas mãos. Minhas mãos estão frias, ansiosas. Não vejo novidade, nunca mais. Gasto meu tempo. Tempo meu. Tenho um tempo?
Não, não. Não há tempo. Se houvesse, se fosse meu.. Ah, mas que sonho! Mas que paraíso... Tempo, onde se encontra?
Enquanto gasto "meu" tempo procurando meu tempo, se é que existe sentido em minhas palavras oblíquas, fique. Fique. Me espere.
Pare o tempo. Pare.
Estou confusa. Sou confusa. Não há sentido, nem tempo e nada mais. Fim. Há, há sempre um fim.
sábado, 9 de junho de 2012
Irmão de alma
Ele me recebeu usando cachecol
preto. Seus olhos estavam ainda mais verdes. Como se fosse possível. Sua barba
moldurava seu rosto. Algo ali estava escondido. Algo. Havia interrogações que
brilhavam, entretanto eu não sabia como ajudá-lo. Não sabia respondê-las.
O ambiente era reconfortante. Os
discos na parede da sala de jantar deixava o apartamento mais original.
De braços cruzados ele me
ouvia tagarelar. Tagarelava demasiadamente, mesmo tendo passado o dia de cama. Ele
analisava-me calculadamente. Passava a mão pelo queixo, de onde brotava pelos rebeldes,
da barba por fazer. Ele tinha a outra mão no bolso.
Eu estava sentada em um banco
alto de madeira, o qual estava bambo e frágil. Ele provocava:
- Vais cair! – abrindo os
olhos com força, como se estivesse dando ênfase.
- Não vou. – eu respondia
contrariando.
Era muito fácil passar horas
com ele. Era muito fácil acabar rindo por nada muito concreto. Era fácil o ver
e sorrir involuntariamente. Ele ria de minhas tempestades em copo da água. Eu ria
do jeito que ele dançava. Principalmente quando bebia mais do que o necessário.
Riamos.
Apesar de ter um belo sorriso,
seus olhos verdes, injetados e curiosos guardavam pensamentos diversos,
aleatórios, incomodados. Talvez, deprimidos. Nada podia consolá-lo. Sentia-me
impotente, uma vez ou outra.
Seu jeito de lidar com tudo,
lhe era característico. Seu jeito era seu e apenas.
Era muito fácil conviver com
ele, pelo menos eu achava. Contudo, o que sou eu, se não apenas uma amiga de
passagem? Sempre a correr?
Havia mais do que amizade,
porém havia menos, bem menos do que paixão. Havia cumplicidade. Havia uma conexão
que às vezes, eu me perguntava como era possível. Mas, certas perguntas não possuem
respostas.
Era bom ouvir sua voz. Espero que
ela ainda soe por esses ares, rádios, televisão. Há muito para ser escrito. Há muito.
Lembro-me de como nos
conhecemos, eu dizia para ele ter cuidado. Da ultima vez que nós vimos, ele me
disse o mesmo.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Aleatórios
Nunca me importei com os
estereótipos. Por que o faria? Como sempre o rótulo vencedor seria idealizado
pela mídia, pelos corruptos por trás da mesma. A imagem fora banalizada de uns
tempos para cá. Porém, apesar de ouvirmos reclamações, ninguém se impõe. Ninguém
usa a voz.
Antes que você comece a me
julgar como uma revolucionária fracassada, sejamos amigáveis e simpáticos e nos
apresentemos você, leitor e eu autora descontrolada. Muito prazer.
Serei pratica. Não pretendo
contar todos os detalhes de minha vida, até porque acho que eu seria
extremamente monótona. Ou não. Desde pequena minha mãe me dizia o quão único
todos somos.
Devemos sempre concordar com o
que nossa mãe nos diz. Mesmo que relutantemente. Elas acabam sempre tendo razão
no que falam. É incrível. Como elas têm esse poder? Convenhamos, se eu tivesse
essa experiência “maternal” sem precisar ser mãe, logicamente, eu seria para
todo o sempre feliz. Mas, infelizmente todos nós fomos, somos e seremos
castigados pelo famoso “eu te avisei”. Não adianta fugir.(...)
Um diário para chamar de meu
Nesses momentos, entre a aula de química orgânica e
matemática, encontro-me aqui refletindo. Refletindo sobre tudo. Solucionando
absolutamente nada. Minha mente está em blackout possuído e hipnotizante. Minha
mente está ancorada, fortemente resistindo.
Se
iremos analisar meu comportamento, recomendo um divã, recomendo um psicólogo.
Se nós vamos discutir se erro, que chame o juiz, vamos lá...
Nesses
momentos, os quais são nublados e cinzentos, apesar do belo dia que lá fora se
inicia. Gasto meu grafite escrevendo e tentando fracamente dispersar quaisquer
pensamentos incomuns.
Deveria
já me apresentar? Acredito que até as últimas páginas, me odiará. A insegurança
nos domina. Domina-me. Possui-me.
Leia
meus pensamentos, os quais escondidos estão entrelinhas, de alguma forma. Boa
sorte. Paciência. Não posso facilitar para você, preciso manter a armadura. Eu
já fui um livro aberto, cheio de rasuras e observações, grifado nas partes
importantes. Porém, cansei. Criei em volta de mim proteção. Difícil se manter
intacta, quando todos a sua volta podem te ferir, mesmo sem querer.
Estou
aqui a polir minha armadura de ferro, minha nova e bela amiga. Estou aqui
prestes a tagarelar.
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