terça-feira, 17 de julho de 2012

Mente calada, mãos atadas


Lembro-me como se fosse ontem. Lembro-me, pois posso enxergar a hora que quiser. Eu posso escolher na prateleira de memórias, como se escolhesse um filme em uma longa lista de nomes. Porém, um filme dramático, melhor de terror. Um filme que eu não deveria ter assistido. Quer-se sonhar sobre. Entretanto, muitos dos meus pesadelos são frutos dele.
A lembrança é fria, cruel e insaciável. Nunca se cansa em aparecer quando não a desejo. Quando não a quero. Maldito seja o belo dia que entrou para minha vida a pior cena.
Tudo gira em torno do dia. Dia que deveria ser o melhor da minha vida, dia que deveria se encaixar como qualquer um em meu calendário. Contudo, é um dia que se quebrou em muitos pedaços de quebra-cabeça e cada pedaço, cada peça vive me atormentando diariamente. Eu vivo um pesadelo. Será que vivo?
(...)

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