Uma guinada fora dada
Nenhuma ré
Não há espelho retrovisor, tampouco
Olhemos para a frente, segue
A estrada segue
Asfalto, chão batido
Lama ou paralelipípedo
Segue
Estamos a seguir
Sem correr contra o tempo
De repente, sou corajosa
Por segundos ou mais
Decidida em escrever
Mesmo que seja de lápis
Mesmo que seja Mont Blanc
Uma meta brilha ao fundo
Os rótulos que se danem
Segue
Bato palmas
Relutante em acreditar em mim
Relutante em aceitar fatos
A estrada segue
Vazia
O silêncio segue
Nos domina
Cruel maneira de ser otimista
Estar sozinha
Refletindo sobre erros, confusões
A estrada segue
Meu caderno se abre
A caneta trava
A folha se rasga
Complexividade
Esta tão oblíqua arte
Alguém para me salvar?
Que me resgatem
Melhor, não perca tempo
Me apague
Nenhum comentário:
Postar um comentário