quarta-feira, 18 de julho de 2012

Borracha suja

Uma guinada fora dada
Nenhuma ré
Não há espelho retrovisor, tampouco
Olhemos para a frente, segue
A estrada segue

Asfalto, chão batido
Lama ou paralelipípedo
Segue

Estamos a seguir
Sem correr contra o tempo

De repente, sou corajosa
Por segundos ou mais
Decidida em escrever
Mesmo que seja de lápis
Mesmo que seja Mont Blanc

Uma meta brilha ao fundo
Os rótulos que se danem
Segue

Bato palmas
Relutante em acreditar em mim
Relutante em aceitar fatos

A estrada segue
Vazia
O silêncio segue
Nos domina

Cruel maneira de ser otimista
Estar sozinha
Refletindo sobre erros, confusões

A estrada segue
Meu caderno se abre
A caneta trava
A folha se rasga

Complexividade
Esta tão oblíqua arte

Alguém para me salvar?
Que me resgatem
Melhor, não perca tempo
Me apague 

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