Ela usava qualquer tipo de
roupa que levasse um rótulo famoso. Desejava um mundo distante, uma realidade
inexistente, livre de obstáculos, livre de empecilhos. Um lugar chamado utopia,
uma utopia que infelizmente não pertence a ninguém. Somos humanos, não?
A música tocaria em sua vida
para todo o sempre e nada está errado nisso, porém para todo o sempre a mesma
batida? A batida incansável. Mudaria o espaço, as pessoas, a letra, mas, a
batida seguiria sempre a mesma. Sempre e sempre. Tic-toc-toc-tic.
Grandes merdas! Realmente.
Dividida entre questões pessoais
e decisões pessoais, ela deixou de lado muito. Jogou para os ares muito, muito
daqueles que eram então sua base. Aqueles que a escutavam e tinham sentimentos
por ela. Muito mais fácil levar a vida sem se preocupar com os outros, apenas
reclamando e recebendo a atenção. Ai de quem não der atenção...
Canso-me facilmente.
Contradizendo-se. Refletindo toda
a vida sobre muito, chegando a lugar nenhum. Tento controlar minha dó. Tento compreender
essas coisas da vida. Cada um sabe dos seus problemas, mas não vou livrar-te de
ter culpa no cartório, culpa no final do algo “sólido” que por “água abaixo”
fora.
Palmas ao egoísmo! Olá mundo
atual! Olá individualismo! Foi um enorme nojo lhes conhecer.
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