Todo dia é igual. Incansável essa vontade de jogar tudo para o alto. Todo dia. Tique-taque. O relógio não para, a vida passa. Tique-taque. Quando me dou conta, estou longe. Estamos longe. Onde estamos?
Não há coerência. Não há. Não há mapa que nos faça encontrarmos o caminho de volta. Estamos longe. E cada dia que se passa, cada risco em meu calendário, sinto um aperto no meu coração, sinto que vou explodir. Ainda estamos longe.
Vejo o horizonte, uma linha fina. Vejo muitas coisas, mas nada faz realmente sentido. Tique-taque. O relógio ainda está sem parar.
Gostaria de pedir cautelosamente por paz. Será? Será? Paz ainda deve de existir em algum lugar. Sossego? Não deve estar extinto. Não. Tenho esperança, sim, a qual é a última a morrer. Sou chavão, de vez em quando. Sou uma bola aleatória. Digo olá para vocês!
Estou longe. Estamos muito longe. Estamos perdidos.
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