sexta-feira, 25 de maio de 2012

Contos de pré-vestibulandos


Era a ultima tarde de provas para o vestibular. Finalmente. Todos suspiravam de alivio. Estava quente, pois era dezembro e mesmo no final de tarde, a temperatura era desagradavelmente alta. Um dos alunos, Guilherme se retorcia na cadeira de madeira. Apesar do ar condicionado. Sua testa estava suada assim como suas mãos. O nervosismo o fazia tremer.
Não faltava muita para ele jogar nas mãos dos corretores o que o ajudaria a ser aprovado. Ele estava mais do que curioso para o resultado, entretanto uma pequena faísca acendia dentro de si, o fazendo duvidar.
Sua redação estava pronta. Passou a limpo, corrigiu rasuras e limpou restos de escrita a lápis. Leu e releu sua narrativa mirabolante, ate achar possíveis erros. Contudo, nada fora encontrado.
Após a entrega das provas, retirou-se da sala. A pressão que sentia anteriormente se dissipou instantaneamente. Enquanto descia os degraus do prédio onde a prova fora aplicada, ele sentia a cabeça latejar devido à tensão, mas de alguma forma também se sentia livre, como se as contas estivessem pagas. Liberdade, doce liberdade. Entretanto, a interrogação persistia a brilhar no subconsciente.
O que podia ser feito estava feito e ele estava satisfeito com isso. 

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