Era a ultima tarde de provas
para o vestibular. Finalmente. Todos suspiravam de alivio. Estava quente, pois
era dezembro e mesmo no final de tarde, a temperatura era desagradavelmente
alta. Um dos alunos, Guilherme se retorcia na cadeira de madeira. Apesar do ar
condicionado. Sua testa estava suada assim como suas mãos. O nervosismo o fazia
tremer.
Não faltava muita para ele
jogar nas mãos dos corretores o que o ajudaria a ser aprovado. Ele estava mais
do que curioso para o resultado, entretanto uma pequena faísca acendia dentro
de si, o fazendo duvidar.
Sua redação estava pronta. Passou
a limpo, corrigiu rasuras e limpou restos de escrita a lápis. Leu e releu sua
narrativa mirabolante, ate achar possíveis erros. Contudo, nada fora
encontrado.
Após a entrega das provas,
retirou-se da sala. A pressão que sentia anteriormente se dissipou
instantaneamente. Enquanto descia os degraus do prédio onde a prova fora
aplicada, ele sentia a cabeça latejar devido à tensão, mas de alguma forma também
se sentia livre, como se as contas estivessem pagas. Liberdade, doce liberdade.
Entretanto, a interrogação persistia a brilhar no subconsciente.
O que podia ser feito estava
feito e ele estava satisfeito com isso.
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