segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fim


As palavras não fazem sentido. Estão completamente esgotadas. Para que saber de primas? Dispersão? Ângulo incidente maior do que ângulo limite?
Não. Cansa minha paciência, esta já tão gastada por motivos frívolos. Há muito que preciso descobrir pouco que faça diferença. Tempo nunca suficiente. Estamos a correr. Corremos. Nunca chegamos.
Se for isso a vida adulta que tanto ouço reclamar, me façam ficar onde estou... Se for isso ser adulto, não quero crescer. Quero ser criança indefesa para sempre.
Desejos impossíveis. Suspiro. De que adianta revoltar-me? De nada. Não sejamos tolos. Não. Já basta o que temos que escutar, mesmo sem querer. Doem os ouvidos. Dói.
Se for para crescer que isso aconteça. Essa passagem, esse momento me tortura devagar. Fim, eu o invoco. Chamo-te. Fim.

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