sábado, 28 de abril de 2012

Marcas


Prólogo

                Desde que eu me conheço por gente tenho uma marca no ombro direito. Um símbolo, um desenho, algo sem sentido, mas que com certeza tinha um passado. Nunca entendi. Seria muito inédito se um dia pudesse dizer a qualquer um que me conheço e me entendo por completo, afinal contos de fadas não existem.
                Conforme cresci e amadureci descobri mais um defeito, ou por muitos, um presente divino. Eu posso ver o futuro, próximo ou daqui a alguns anos, sem restrições nem condições. Tudo é questão de como estou me sentindo ou se estou concentrada o bastante. Eu não posso manipular as visões, facilitando o entendimento, elas se encaixam ao meu emocional e assim eu as vejo.
                Posso sonhar coisas programadas, como atentados e brigas, “combater” o próximo fazendo-o sofrer lembrando dores no passado, lembrando cada parte horrenda esquecida no arquivo principal da mente e o afastar. Bem sobrenatural aos olhos comuns.
                Eu sou Drica. Tenho dezesseis anos. E sou uma marcada.


Fragmento do livro "Marcas", que ainda não consegui terminar.

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