Eu me conservo na água dos aquários...
Limpidez de desjejuns absolutos, uma hóstia
seca e adormecida,
Lamber os beiços com salivas
e soluçar os soluços com lamentos...
E pensar que na minha oração não cabe mais
água...
Passar a seco, me escorar, paga-se pecados
Belos pesadelos e sujos
Aquela crosta amaldiçoada
Rastros sólidos e equidistantes do som,
Aparições de lama, não-barro cuspido...
Evasão dos alucinados,
Noite quente e suada pela parede dos santos.
Limpo meus joelhos do castigo inconstante,
Encho-me de lágrimas mas...
Noite quente e abafada pela parede de reza.
Teu eu, meu Senhor!, suplico, esperneio e pago
O dízimo dos meus pecados.
(Por Carlos Eduardo e Isabel Helena)
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