quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mauro Ramos

Passo rápido
Analiso a pintura aquarela
Um amontoado
Casas, casinhas... Amontoadas
Madeira, vidro quebrado, telha caída
Sujeira

Poluição visual
Respiro fundo e analiso
Vida miserável
Viaduto, a vida embaixo de um saco
Saco de lixo, sujo
Favela

Gritavam já os manifestos
Gritam ali alucinados
"É a droga, é a droga", dizem
Andando sem eira e nem beira
Eita vício que os consome
Ou será só a fome?

Um comentário:

  1. ...maravilha das maravilhas... sob o céu sem esperanças, um poema teimoso... lindo!

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