quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ciclo

Abra a torneira emperrada
Abra a boca, não diga nada
Água fria, quente, morna
Água pura, suja e torta

Pingos aqui e acolá
Pingos não irão me machucar
A janela aberta está

Pegue a toalha úmida
Estique o braço, leve a sua
Felpuda, grossa ou indiferente
Toalha minha, tua e de tanta gente

Pingos acolá e aqui
Pingos nada são para mim
A janela está aqui

Feche-a, venha para dentro
Agradeça e não faça movimento
Adeus, até logo, tchau
Já disse, acabou, é o final

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