quinta-feira, 29 de março de 2012

Malaxofobia

De difícil entendimento, de conceito divergente. Ontem tão frágil, hoje tão fácil. O que é o amor? O que ele representa? Será que ainda é possível vê-lo como molde de sentimento puro?
Por mais que casualmente concordemos com a diferença entre o amor em décadas atrás comparado à situação atual, o sentimento respeitado e para muitos, ainda indecifrável está exatamente o mesmo.
Contudo, a forma de tratá-lo, a forma de usá-lo é que foi mudada. Já não é comum cartas de amor, serenatas e longas declarações, nem por isso o tal ato foi extinto. Ainda há românticos incuráveis.
Porém, é muito mais prático ser impessoal e direto. Barreiras foram criadas. Hoje em dia, há medo de se apaixonar, de amar, de sentir e se entregar de verdade. Talvez por insegurança, gerada basicamente pela dependência em status e aparência. Como se fosse mais "legal" ter alguém em determinada época do ano, como se fosse uma coleção de roupas, o amor.
Respondam para si mesmos, o que é o amor atualmente? E se pensarmos bem, sabemos que ele segue da mesma forma. Poderoso, inconfundível e às vezes, surpreendente. Ele ainda vive em cada um de nós. Depende da gente saber usá-lo.
Como citou Shakespeare, "o amor não prospera em corações que se amedrontam com as sombras", em suma o amor pode assustar mas quem sabe valha a pena?

terça-feira, 27 de março de 2012

"O homem é um animal político", Aristóteles

Aposta

Pois é, o meu coração de repente começou a bater mais forte, de repente o modo que eu enxergo o mundo é mais colorido, mais clichê e mais patético. Não irei admitir estar amando. Ainda não sei, talvez esteja.
Nos sentimentos não se manda. Não se iluda... É tão involuntário.
Sim, por agora é você, nesse meu presente você é onde eu quero estar e não posso negar, não seria correto.
Minha reação a tudo o que se acontece está mais sensível, mais pensante, mais apaixonada.
Será que me arrependerei? Será que jamais olharei para trás?
Não me faça ter esperanças, se eu apostar alto..

Fim

Tô de saco cheio. Já deu. Que raiva, que droga, que saco!
Vivo cansada. Vivo correndo. Vivo com martelos batendo em minha cabeça.
Cadê meu tempo livre? Cadê a vida de uns tempos atrás? Estou ficando redundante. Estou me perdendo em um sentimento apenas. Estou me perdendo. Me ache? Tente.. Me procure. Eu lhe peço, me traga paz.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Aprendendo a caminhar...

Sei lá, eu diria que estou a beira de um colapso nervoso. Sei lá. Sei lá. 
A vida anda tão acelerada, já não parece que ainda sou uma adolescente. Sei lá. 
Parece que foi ontem que eu aprendi a resolver equações, descobri qual o valor da variável... Parece que foi ontem que eu cai de bicicleta, que eu ralei meu joelho e me levantei. Parece que foi ontem, ontem mesmo que eu beijei pela primeira vez...
Ah, sei lá!
Tenho medo de aceitar que a vidinha que eu conheço faz muitos e muitos anos, acabará, tenho receio de não me adaptar e de me frustrar, tenho ansiedade para ver esse novo ângulo de viver, já tenho saudades do que deixarei para trás.
Sei lá...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Medianamente Perfeito


Eu me lembro do dia em que prometi o para sempre. Me lembro que apesar de estar quase vomitando e ter problemas sérios de ansiedade, a minha alegria era de contagiar a todos. E quando digo todos, eu quero dizer todos. Até os mais infelizes, até mesmo os mendigos, ou os pobres executivos.
         Meu vestido era marfim, todo de seda, ele se encaixava perfeitamente no meu corpo não tão magro, veja bem eu já não tinha mais vinte três anos, estava a beira dos trinta. Em fase depressiva. Foi um milagre ter encontrado alguém certo.
         Pode soar meio complexo, mas não é. Eu só nunca me envolvi com o cara certo, sempre era alto demais, baixo demais, magro demais, burro demais ou principalmente, alcoólatra demais. Entretanto eu o encontrei.
         Foi no começo da primavera, nós trabalhávamos no mesmo edifício e mantínhamos a mesma mania de sair para almoçar no horário em que todos já estão voltando. Gostávamos de não encontrar filas, de não escutar aquele berreiro e a falação, apenas a paz era bem vinda.
         Naquele dia eu tinha passado por uma reunião desgastante o suficiente para eu precisar de não só três como cinco expressos. Sai do escritório de contabilidade e peguei o elevador. Na segunda parada, ele entrou. Altura mediana, olhos castanhos, nariz pouco avantajado, lábios carnudos mas não tanto, bem de vida mas não rico, simplesmente o cara na medida certa, na média.
         Nossos carros ficavam no mesmo estacionamento, o que significa que ficamos por ultimo no elevador, uma vez que este (bendito seja) estacionamento fique no subsolo.
         Estava entretida mandando mensagens pelo meu celular novo quando ele tocou o meu braço de leve. Eu absorta e desajeitada, pulei e o encarei com uma careta. Neste momento mágico, ele me convidou por livre e espontânea vontade para almoçarmos juntos e eu (ainda assustada) assenti.
         Bom, pode não parecer exatamente coerente, mas essas histórias de amor a primeira vista realmente acontecem. Com ele foi assim. Comigo, não exatamente. Tive que sair com ele, algumas centenas de vezes para aos poucos me apaixonar.
         E é assim, na verdade, mais ou menos assim que eu fui parar em um vestido branco – depois de semanas de dieta séria -, cabelos ondulados, rosto maquiado, unhas feitas e tudo que tinha direito. É assim também que eu conheci o cara mediano o bastante para mim, outra mediana.
         Atualmente, nós vamos trabalhar juntos, colocamos o carro no subsolo e almoçamos no horário em que restaurantes e shoppings estão vazios. Temos uma filha que é fruto de uma lua de mel na Holanda, moramos em um bairro médio e vivemos assim nossa vida medianamente perfeita.
                 


quarta-feira, 21 de março de 2012

Futuro

E de repente você se depara frente à frente com mil e uma possibilidades. Tudo se torna tão exaustivo. E tão incerto.
Como decidir sua vida? Como? Fui bastante dependente até agora. Ainda sou. Provavelmente continuarei. Simultaneamente, dentro de mim cresce como um monstro faminto, a maluca vontade de sair de casa. Abrir as asas e voar.
Ah, a liberdade! Não é mesmo? Singela, discreta e tão, mas tão desejável. Acredito fielmente que a mesma está no topo da lista de muitos adolescentes. Não posso ser a unica ovelha negra...

E de repente, entre abismo e planície, eu escolho ficar em casa. Escolho o colo de mãe e pai. Escolha fácil.
Deixarei para depois a decisão mais importante da minha vida, deixarei para mais tarde o desejo de sair de casa, a vida é passageira demais para se deixar passar.

terça-feira, 20 de março de 2012

8 ou 80?

O que é o amor? Por que ele nos persegue? Por que o desejamos?
Dizem que ou sofrerás, ou amarás. Não creio. Não quero. Quero amor. Puro. Sentimentalismo profundo. Quero analogias, romance, declarações e paixão.
Posso negar em uma conversa aleatória, porque finjo ser durona. Sim, sou prática e não de ferro.
Desejo amor e para achá-lo, vou do céu ao inferno.

Saudade

Falta do toque. Falta da respiração contínua e quente. Falta do calor. Falta. Você me faz falta.
Não é fácil descrevê-la. O buraco aqui, agora gélido sopra na minha direção, uma brisa que congela meus pensamentos. Estremeço toda a vez.
Como pude me deixar levar? Como pude enfim começar a amar? Amor não se escolhe, se sente.
Resumo: saudade de ti, saudade ansiosa, saudade insegura. Saudade minha. Talvez tua?

terça-feira, 13 de março de 2012

Impasse

Cá estou dividida entre linhas tortas e coração inflado. Cá estou sentada em uma cadeira de madeira, a qual me deixa dolorosamente ereta. Cá estou digitando enquanto o que eu mais queria era estar deitada ao seu lado.
Queria que as coisas fossem mais fáceis, que as situações fossem mais flexíveis, que a vida nos deixasse mais próximos. Querer realmente não é poder. Querer é.. Bom, quem sabe em outra hora dê para simplificar o significado de tal palavra?
Contudo, cá ainda estou. Estou e estarei até que um aviso, de preferência grifado e cheio de ênfase, apareça. Que me apareça logo. Que me mude logo. Cá ainda estarei, se o mesmo não acontecer.