quinta-feira, 30 de maio de 2013

Desabafo - Part I

                Todos os dias, as seis da manhã, entre o céu azul ou as nuvens densas e cinzentas, há uma turbulência de cidade grande que não permite deixar a mente dos pobres cidadãos. Uma correria, nada se para e quando se para, congestiona.
                Todos os dias, nada mais, nada menos, toda a hora, nada se valoriza. Detalhes não são vistos, extravagâncias são amadas, porém desvirtuadas. Simultaneamente, o caos sobrevive e domina. A paz, serenidade e equilibrio esquecidos em um tsunami de informações, redemoinhos de pessoas e maremotos de violência.
                O duro adeus ao passado, dizem os velhos…  E dizem olá ao mundo de grandes caninos afiados. Apesar de vivermos confinados/grudados entre carros, rostos, braços e corpos suados, somos tolos e apaixonados. Paixão que dura a hipocrisia de uma micro-vida.
                Ah sim, queremos o mundo em paz e sem filas que duram duas horas e meia, mas não abriremos mão de ter uma vida repleta de novidades. Cotidiano maldito que vicia. Cotidiano ridiculo que mata.

                Dizem que uma hora tudo virará grande poeira cósmica. Tudo se acabará. The end. Fim. C’est fini. Ou se assente, ou se rebela. As ondas à praia chegarão… ou tudo se afoga ou se afunda.